terça-feira, 2 de julho de 2013

diblrie

há poucos minutos você ouviu um urro de um bicho e um barulho vindo dos fundo da casa, sua casa, que fica no meio de um grande rancho e criaçao de bois é o unico ponto iluminado nessa parte da estrada, seus pais foram para a cidade comprar algumas sementes e por causa da enchente do rio tiveram de dormir por la, com receio de que possa ser um animal feroz atacando os bois, você corre pega a espingarda e um lampião e sai de casa.
a chuva a aliviou e agora vai uma leve garoa, mas o barro sob suas botas é grosso e escorregadio, vocé caminha em direçao em que acredita ter vindo o barulho, você ouve mais urros e mais uma arvore cai junto com o barulho de carne rasgando "desgraçados, ja estao com um boi" você pensa e aperta o passo naquela direçao, no caminho, a luz fraca do lampião pendurado na espingarda te mostra algumas marcas estranhas nas arvores, marcas que te lembram garras, mas seria necessario um animal com uma pata bem grande pra ter aquelas garras... a posicão... sao marcas de garras feitas por algo com uma pata que parece uma mao humana é sua conclusao fina, essas marcas estao presentes em arvores, pedras, pelo chao, vocé vé uma movimentaçao atras de uma pedra e uma palavra sendo balbuciada entre engasgos des-gra-ça-d...
voce contorna a pedra e vé 2 pessoas engalfinhadas, uma com o rosto totalmente esposto, imobilizada pela outra que se controce com todos os membros do corpo como uma cobra torcendo e contorcendo e com o rosto totalmente afundado no pescoço emitindo um som esquisito e apavorante de fricçao e sucção, enquanto o imobilizado, claramente um homem loiro magro e branco, com roupas sociais agora sujas de lama e sangue e dentes bizarramente grandes expostos em sua boca, te olha com um olhar aterrorizado e você, dando dois passos, tropeça e cai sentado enquanto o brilho fosco no olha do loiro apaga e some, mostrando apenas 2 orbitas brancas, você percebe que aquele corpo nao tem mais sangue, nem mesmo mais do rombo no pescoço onde a outro figura continua com o rosto afundado sugando, nao sai mais sangue e aquilo continua ali, suguando, sua mente nao compreende direito a composiçao dessa figura, pouca iluminaçao , tudo o que voce ve sao pernas e braços sem nenhum roupa, com uma pele levemente grosseira, que lembra couro entrelaçadas de forma grosseira em pernas e braços com roupas sociais, a cabeça afundada no pescoço do moribundo imobilizado, tem grossos cabelos negros, com alguns dreads caidos molhados, o barulho de sucçao se torna mais intenso e voce nao consegue desviar o olhar da cena que se apresenta, o corpo do loiro agora parece diminuir lentamente, secando voce percebe, como se todos os liquidos tivessem sido sugados mesmo, voce ve pele grudando em osso, e feiçoes se tornando cada vez mais cadavericas, voce ve a figura sugadora dominada por algum impulsso mais bestial ainda comprimindo todo o corpo ao ponto de quebrar ossos e rasgar tecidos, ossos que quando se desprendem do corpo caem no meio da lama e você ve eles se transformando em cinzas. a succao termina, e vocé ouve um uivo ensurdecedor transparece delirio, satisfaçao e loucura em um unico grito, voce fecha os olhos, quando os abre novamente ve uma mulher ligeiramente negra, com um couro escurecido nas estremidades, grossos e longos cabelos dredados caem sobre as costas e seios, ela te observa com assustadores olhos vermelhos e um olhar de predador feroz, com as roupas sociais vazando cinzas em seu colo ela te observa e sorri. larga as roupas que caem e espalham cinzas ela vem em sua direçao passando a lingua sensualmente nas enormes presas que saltam de sua boca, ela sorri maliciosamente, você ve seu olhos totalmente vermelhos e com um brilho que parece aceso e sente seu corpo paralisando. ela se aproxima, lambe seu rosto, voce sente a lingua gelada e macia, ela sussurra em seu ouvido "vou te chamar de sobremesa"
você desmaia.

terça-feira, 11 de junho de 2013

como se fossem

acho engraçada essa sensação,
essa situação, essa preocupação,
essa importância, esse cuidado,
essa ternura, essa sinceridade,
essa carência, esse amor.
acho engraçado perceber que são assim,
assim sem serem nada, sendo muito um pro outro,
como se fossem mesmo irmãos,
se cuidam, se prezam, se poupam.
se entregam, se escondem, se amam.
como se fossem mesmo irmãos,
percebem,



não são.

[3]

quinta-feira, 6 de junho de 2013

tu

todo o drama,
toda a empolgação,
todo o sofrimento,
toda a simpatia,
toda a falsidade,
todo o cuidado,
todo o encorajamento,
toda a atitude,
tudo o que você mais odeia, nos outros,
tem em excesso dm ti mesmo.


[2]

sexta-feira, 29 de março de 2013

ha

percebi seus olhares,
sentiam medo, receio, recusa,
exatamente o resultado que procurava,
então ele começou a falar,
sempre a mesma ladainha positivista e amorosa,
não me interessa toda essa merda,
eu quero dor, sofrimento, agonia, medo,
não me abrace, não me afague, não me cuide.
eu não mereço e não quero merecer,
paz? quem precisa de paz?
"ultraviolence" é o meu conceito,
e felicidade eu só vou sentir
quando o vermelho carmesin vier novamente.
pare com essas ladainhas e vá buscar a chibata,
precisaremos dela, se for rolar um bom relacionamento.
seu lixo.

[9]

domingo, 10 de março de 2013

agora

agora você sente.
agora você percebe.
só agora.
eu disse.
sempre haverá um momento para sentir voltando.

[2]

no fim

ja foi tanto tempo,
tanta coisa ja aconteceu,
o tempo ja passou mil vezes,
os meses giraram,
as semanas correram em maratona
e eu só consigo lembrar de ti.
só consigo pensar em ti.
vivo com essa falta, com essa saudade,
de sentir seus olhos sobre mim.
só os olhos, como sempre.


[1]

muita gente pra nada

muita gente que faz
muita gente sentindo,
muita gente vivendo,
muita gente falando,
muita gente contando,
muita gente discutindo,
muita gente vendo,
muita gente que ama.

e ninguém me pergunta nada.


[1]

sábado, 23 de fevereiro de 2013

você

essas suas alegrias momentaneas,
esses gritos desavisados,
essas conversas aceleradas,
esses seus vicios,
essas suas compulsões,
esses seus calos,
estão começando a me cansar.

[5]

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

gatxs

joaquim nāo ouve, pouco fala, porem é mestre na linguagem do toque.
francisca grita até obter resposta e se nāo a obtem, grita até amanhā.
jacques com todo o seu charme encanta, percebe, se faz perceber, seduz.
courtney calcula, calcula, calcula e descobre a melhor abordagem, impecavel.
jolie se entrega, demonstra o quanto o quer e se esparrama na sua frente.sua.
amy permanece nos olhares, olha até cansar, quando cansa é a hora do afago.


[7]

terça-feira, 9 de outubro de 2012

um perfeito espelho

estupidez foi esperar chegar até esse ponto,
são tantas as coisas que se fosse falar ela vomitaria,
não entende, não concorda, não sabia, não feliz
as voltas do relógio cansaram, a espera cansou,
as voltas e a espera cansaram, cansaram e foram dormir,
dormiram juntas, as voltas cansando de esperar,
e a espera voltando a cansar.

os vizinhos gritam empolgados,
as voltas acordam e retornam ao relógio,
a espera continua a dormir,
"pra ver se o cansaço passa"
os telefones não tocam,
as mensagens se cancelam,
e a espera continua a dormir,
ainda cansada
e definitivamente sozinha

"eu disse que no fim você estaria sozinha."
é tudo o que a espera consegue lembrar
sonha que está sozinha
e o sonho se torna um pesadelo,
um pesadelo sonhado em um dia de solidão e cansaço
um pesadelo copiado da realidade
um perfeito espelho.

a espera decide não mais acordar,
sonhar pesadelos espelhos cansa mais ainda
e agora está presa
"um dois três quatro cinco seis"


[7]

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

rir

eu só rio pq minha vida é engraçada pra quem gosta de humor negro
o que nāo significa que eu goste de como essa vida está.

[1]

domingo, 9 de setembro de 2012

você

hoje, o que você faria se eu morresse hoje?

[1]

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

você?

- você não é o...?
- não, sou o irmão dele.


(2)

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

fale

-fala comigo, eu tô aqui.
-não quero ficar falando sozinho...
-você não ta falando sozinho, ta falando comigo.


21

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Recicle

As pessoas reciclam pessoas.
estava eu achando que nada mais tinha importância?
estava eu tentando saber do bem estar?
estava eu procurando motivos?
o que eu estava fazendo?
Criamos coisas juntos,
criamos amizades, criamos frases, criamos até mesmo gírias
e você criou outro eu, para substituição.
e eu criei indiferença triste.
Seria possível uma indiferença triste?
não será ela uma tristeza diferente?
não sei. não quero saber, e mais um vez quero que morra quem sabe.
Apenas sei que quanto mais procuro, mais me decepciono.
maldita seja a internet, os laços de amizade
e os laços familiares. malditos sejam vocês.
As pessoas reciclam pessoas,
e eu as apago de minha vida
e me esforço para apaga-las de meus sentimentos.
Malditas sejam as pessoas e suas reciclagens.
recicle-se a ti mesma. cade aquela criatividade repetitiva?
Tudo se torna um borrão de lembrança,
um feixe de luz, um jato de cimento.
sepultada está, esta historia absurda,
Descanse em paz, Amém.

[25]

sábado, 23 de junho de 2012

?

de que adianta a companhia se o silencio nos domina?
de que adianta eu tentar falar e você dormir?
de que adianta eu falar e você continuar focada nesse computador e nesse celular?
não adianta de nada. não quero apenas falar, quero conversar.
respostas monossilábicas não me satisfazem.
quero conversas, preciso de conversas.
onde ele esta? cade ele? quando volta?
quem sabe? ele sabe? ninguém sabe.
falta estimulo, falta alegria, falta conversa,
falta conversa, falta resposta, falta.


[2]

quinta-feira, 21 de junho de 2012

ambos

um é a maldição, outro a expressão.

[2]

sexta-feira, 15 de junho de 2012

lá perto

esse silêncio, essa proximidade distante,
esse compartilhamento do frio da cidade,
essas conversas aos pedaços demorados,
é a prova da companhia.


[5]

como?

eu sei o que houve, nem quero tentar saber,
só sei que não foi nada bom.

[1]

sempre

e as pessoas que se diziam maduras,
que se diziam amigas,
que se diziam capazes de entender,
te caçoam, duvidam, te ridicularizam
e te humilham.
e como sempre o passado se repete.
e eu estava certo,
ninguém além dele, jamais entenderá.
nunca te entenderam, nem nunca entenderão.
eu já disse milhares de vezes mas você ainda insiste.


[2]